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Caminhoneiro faxinalense que ficou dias preso em nevasca conta sobre a angústia vivida

Lance Notícias | Faxinal dos Guedes | 05/07/2019 09:12
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O faxinalense Odinei da Silva é caminhoneiro há 17 anos e há dez anos trabalha no Mercosul, levando mercadorias para países vizinhos. E, nos últimos dias, viveu momentos que não irão sair de sua memória.

Odinei ficou preso, junto com mais de 1.500 caminhoneiros brasileiros na divisa entre a Argentina e o Chile, próximo a Cordilheira dos Andes, por conta de uma forte nevasca que atingiu a região. O motorista ficou cinco dias parado, preso em meio a neve.

– Posso dizer que somos sobreviventes, pois foram cinco dias parados em meio a neve com temperaturas que chegaram a -10°C. Tinha caminhoneiros presos em várias cidades e a polícia nos passou que seriam cerca de 1.500 caminhões parados – comenta.

O faxinalense ficou em Uspalatta, na Aduana Argentina e conta que, durante o dia, os caminhoneiros ficavam abrigados na Gendarmeria Nacional Argentina, local onde abriga militares da força de segurança da Argentina. E, durante a noite, dormiam dentro dos veículos.

Além do frio extremo, outra grande dificuldade enfrentada pelos motoristas era na hora de preparar as refeições. Segundo Odinei, o vento era muito forte e, além disso, a água também estava acabando, pois estava congelando.

– A neve chegou a meio metro de altura. A água estava congelando, para fazer comida era um sofrimento, pois tinha muito vento. Como tinha neve nos caminhões, era muito frio para dormir lá também. Mas, fomos muito bem atendidos pelo polícia local, onde ficamos abrigados. Eles nos forneceram água quente e também sopa, para nos aquecermos – destaca.

Odinei saiu carregado de Chapecó no dia 23 de junho, com destino a Santiago do Chile, com previsão de chegada na Aduana Chilena para o dia 29 de junho. Entretanto, ele só chegou ao seu destino na última quinta-feira (04).

Ele conta que já passou por situações parecidas outras vezes, mas que há quatro anos não se tinha mais registro de uma nevasca tão forte.

– Passamos por isso, mas deu tudo certo. Tivemos muita ajuda dos caminhoneiros da região, todos se ajudarão e conseguimos unir forças durante os dias que ficamos lá, sem contar com a ajuda que tivemos por parte da polícia e também de voluntários que nos deram água e comida – salienta.

Para a liberação dos caminhões, foram formadas cinco filas, sendo que foi liberada uma de cada vez. E, durante o período que ficou lá, Odinei conta que a comunicação com a família era ruim e que, por alguns momentos, pensou em desistir da carreira.

– O sinal de internet e para ligação lá era muito ruim, então não conseguia me comunicar direito com a minha família, mas o que me acalmava era quando conseguíamos nos falar e eles diziam que estavam bem. Por alguns momentos pensei em desistir, mas é assim que sustento minha família e é o que eu amo fazer, então não vou desistir – conclui.

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