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Acusado de matar ex-companheira e jogar corpo em lago fica calado em 1ª audiência 

Patrícia Silva | Comunidade | 18/05/2022 14:20
Acusado de matar ex-companheira e jogar corpo em lago fica calado em 1ª audiência 
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O homem acusado de matar a ex-companheira e jogar o corpo no lago de uma hidrelétrica, no interior do município de Alto Bela Vista, preferiu ficar em silêncio durante seu interrogatório na primeira audiência do processo que tramita na comarca de Concórdia. No ato, realizado na tarde da última segunda-feira (16/5), cinco testemunhas arroladas pela defesa foram ouvidas em juízo. O crime ainda intriga moradores do oeste catarinense.

A partir de agora, o Ministério Público tem prazo de cinco dias para apresentar alegações. Depois, a defesa tem o mesmo prazo para argumentar. Na sequência, o magistrado decidirá se o réu será submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri ou não. Ele responde por homicídio triplamente qualificado por asfixia, uso de recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio. O agressor também é acusado do crime de ocultação de cadáver.

De acordo com a denúncia, a vítima pretendia terminar o relacionamento na noite de 2 de dezembro do ano passado. Câmeras de segurança mostram o momento em que ela entra no carro do namorado, depois do expediente e, na sequência, aguarda o acusado abrir a porta de casa. Quatro dias depois, a família registrou o desaparecimento junto às autoridades policiais. Em 8 de dezembro o acusado foi preso, e no dia 17 a polícia civil concluiu o caso.

O agressor confessou aos policiais que asfixiou a mulher com um cinto e no final da manhã seguinte enrolou o corpo em um lençol para colocá-lo no porta-malas do carro. Após, se deslocou para a cidade vizinha de Alto Bela Vista, distante 35 quilômetros. No interior do município, jogou a mulher no lago de uma hidrelétrica, com uma pedra amarrada. O local chega a 25 metros de profundidade. Depois de 15 dias de buscas, os mergulhadores encerraram os trabalhos. O corpo segue desaparecido.

O motivo dos desentendimentos entre o casal era que o homem não deixava a mulher visitar os filhos de relacionamento anterior, que residem no Paraná. O processo tramita em segredo de justiça.

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