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Um dique de água prestes a estourar: a batalha contra o vírus

Atualidades com o promotor Marcos | Atualidades com o promotor Marcos Augusto Brandalise | 30/03/2020 09:25
Um dique de água prestes a estourar: a batalha contra o vírus
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Dique é um muro construído para conter a passagem de águas; uma barreira; uma eclusa. Interessante sua correlação com a situação atual em que nos encontramos.

O volume de água está aumentando e está na iminência de vazar, ou até mesmo de estourar. Para que isso não ocorra precisamos conter o dique. Quanto mais forte for o dique de água, por mais tempo ele conterá a pressão e menor serão os estragos.

Com a água aumentando é possível que o dique vaze, que cause fissuras ou até mesmo rompa. Para isso é preciso fortalecer a barreira para que a água não vaze ou, se vazar, não gere tantos danos.

A situação é bastante delicada e tensa, pois uma gota d´água poderá fazer vazar essa contenção. É muito provável que diante do aumento súbito de água haja algum vazamento e a água venha a ultrapassar a barreira e gerar prejuízo. Para alguns, o prejuízo será material, para outros, pequeno, porém, a água levará vários com ela.

Há outro fator preocupante. Nas proximidades desta barragem existem outras na mesma situação e pode ocorrer de outro dique vazar e derramar sua água no nosso, fazendo com que haja o derramamento, vazamento ou o estouro.

Porém, sabemos que o volume da água, seja pela força da natureza, seja por outra razão, não aumentará para sempre e em algum momento irá diminuir. Portanto, é necessário manter a barreira forte, já que a água não destruirá a contenção se ela for mais forte do que a própria água.

Fortalecido o dique,  assim que a água retomar seu volume natural será possível avaliar os estragos, corrigir e arrumar a contenção, de modo a deixá-la mais forte para que não seja necessário novo enfrentamento da mesma ordem.

Pois então. O dique somos nós, toda a sociedade. A água é vírus que está aumentando e ameaçando as pessoas. Quanto mais fizermos força e segurarmos essa barreira, mais fácil será conter o vírus. Ele virá (vazará) e atingirá alguns de nós. Algumas pessoas nem se molharão; algumas pessoas se molharão um pouco; algumas pessoas se molharão mais, mas se manterão; todavia, algumas pessoas serão levadas pelas águas do vírus.

Os demais diques das proximidades são as outras cidades que, se não tomarmos cuidados, derramarão o vírus em nossa barragem e podem pôr a perder todo o nosso esforço, o que enseja uma maior contenção em nossa barreira.

Se todos convergirmos para não deixar o vírus passar, ou conter o máximo possível, seremos menos prejudicados e logo logo poderemos nos unir para reconstruir os estragos que esse vírus causar, porém construí-lo mais forte e mais seguro para que não nos encontremos na mesma situação ali na frente diante de um dique prestes a romper novamente.

Todo resultado somente dependerá de nós. O pânico e a divergência de ideias somente desagrega e não auxilia na contenção dessa barreira prestes a romper. Uma vez rompida, os estragos serão irremediáveis.

Assim como a água, essa situação passará e colheremos os frutos dos nossos esforços.

 

 

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