Menu Lange
Menu Direita

Coluna 1 Bilhete: Quarentena – estou estressado e agora?

1 Bilhete | 1 Bilhete com Fabiane Padova | 26/03/2020 10:47
Coluna 1 Bilhete: Quarentena – estou estressado e agora? Foto: Divulgação/Internet
Compartilhar no Whatsapp
Visualizações: 3835

O estresse é uma reação do organismo que ocorre quando precisamos lidar com alguma situação que exija um grande esforço emocional para ser superada.

Nesse caso, podemos citar a quarentena e o isolamento social como situação desencadeante de um quadro de estresse. Quanto mais a situação durar ou quanto mais grave ela for, mais estressados podemos ficar.

Atenção: O estresse é normal no período de quarentena.

 Mesmo sendo uma reação normal do organismo, precisamos ter atenção e cuidado para não agravarmos a situação e avançarmos para estágios de descontrole, onde aparecem sintomas e doenças psicossomáticas.

Vamos entender os estágios do estresse?

O estresse se desenvolve em quatro estágios:

ESTÁGIO 1, ALERTA:  fase boa do estresse. O organismo tende a produzir muita adrenalina, nos dando energia e vigor para lidarmos com alguma possível emergência. É comum, nessa fase, sentirmos tensão ou dor muscular, além de outros sintomas como dores de cabeça, problemas de pele, irritabilidade e sensibilidade excessiva.

Caso não consigamos lidar com o estresse nessa fase, avançamos para o estágio da resistência.

ESTÁGIO 2, RESISTÊNCIA: nessa fase dois grandes sintomas se destacam: dificuldades com a memória e muito cansaço. Como o nome já diz, esse é o estágio onde tentamos resistir ao estresse.

Não conseguindo lidar nas fases de alerta e resistência, passamos para estágios mais críticos.

ESTÁGIO 3, QUASE EXAUSTÃO: quando nossos esforços de adaptação e resistência ao estresse não funcionam, nosso organismo começa a sofrer um colapso gradual. Nessa fase e na fase seguinte os sintomas se agravam. Veja lista de sintomas a seguir.

ESTÁGIO 4, EXAUSTÃO: estágio muito parecido com o anterior. Os sintomas se agravam causando prejuízo no que diz respeito aos aspectos sociais e biológicos.

Segue lista dos principais sintomas dos estágios 3 e 4:

  • Cansaço mental;
  • Dificuldade de concentração;
  • Queda de cabelo;
  • Gastrite;
  • Ansiedade;
  • Crises de pânico;
  • Perda ou ganho de peso;
  • Problemas de pele;
  • Insônia;
  • Depressão;
  • Pressão alta.

O QUE FAZER?

Preparamos um passo a passo com dicas práticas de como lidar com o estresse e com os sintomas provocados por ele:

  1. Identificar, aceitar e nomear.

Primeiro passo e o mais importante: identificar, aceitar e nomear.

Temos a tendência de fugir de sensações negativas. Porém, fugir agrava o quadro já instalado. O processo de identificar, aceitar e nomear o que estamos sentindo provoca alívio imediato dos sintomas.

  1. Identificar a raiz:

Além de identificar, devemos encontrar a raiz do problema, isso é, o que está causando e mantendo o quadro de estresse.

Nesse caso, tratamos a quarentena e o isolamento social como sendo a raíz do nosso problema.

  1. Identificar os agravantes:

Além da raiz, toda situação tem seus agravantes. Devemos identificá-los se quisermos de fato chegar à solução.

Eles podem ser inúmeros, desde o excesso de informações, até mesmo problemas financeiros causados pela crise econômica.

Exemplo:

Raiz: isolamento social provocado pela quarentena.

Agravantes: ver noticiário o dia todo sobre a pandemia.

  1. Encontrar soluções:

Identificados os agravantes, é hora de lidarmos com eles. Fase de encontrarmos as soluções.

Seguindo o exemplo anterior:

Raiz: isolamento social provocado pela quarentena.

Agravantes: ver noticiário o dia todo sobre a pandemia.

Solução: ver noticiário uma vez ao dia apenas.

São atitudes simples que vão nos auxiliar no dia-a-dia e no combate ao estresse da quarentena – lembrando que essa é uma situação passageira, em breve poderemos sair de casa e voltar à rotina normal.

Vamos nos dedicar e nos cuidar nesses dias. Coloquem em prática as dicas, elas foram testadas e aprovadas. Para facilitar segue abaixo um esquema prático com o passo a passo do que fazer:

 

 

Referência: Instituto de Psicologia e Controle do Stress (IPCS).

Deixe seu comentário

Acesse nosso grupo de notícias